quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Entre a minha mão e um caixão

Pensar que ali me expus para que me desenhasse, em formas e circulos ambiguos a minha mão é o meu caixão, é ela que me mata com aquilo que me provoca, é ela que me faz sentir o que sinto, os meus desejos mais profundos que a mim mesmo me recuso a revelar sequer mencionar, ou escrever... se o fizesse a mim proprio me chocava, MASTURBAÇÃO... Pronto aí está disse-lo, e agora recuso-me a revelar algum dia sequer quem eu seria neste blog ou a qualquer outra pessoa que o lesse, se bem que tal existisse, mas nao duvido que terei de ser eventualmente honesto para mim mesmo, e nalgum sitio dizer aquilo que penso, aquilo que sonho, historias de mim mesmo... é para isso que serve um blog certo. Histórias de mim mesmo, para o narcisista, para o deprimido, para o curioso, para o anunciador, para mim, que em tantos estereótipos me encaixo, olhem para mim tal como eu sou. Esta mao que acompanha raramente a velocidade do meu pensamento, e que tanto faz , tantas pessoas manchou, depois de pecar, isto não é um desabafo de culpa, nao falo apenas daquilo que me atormenta como um acto natural sexual e intimo, mas falo-o como uma desculpa para dizer, de ai de quem me tirasse estas maos... mas quem me as tirasse, que as lavasse primeiro, com todo e possivel desinfectante anti-bacteriano e esfoliante possivel, para que quando as tivesse, com elas pudesse escrever uma história diferente. Que nao fosse este corpo eu nao existiria, mas que se nao fosse estas maos, que tanto desdenho, mas do qual peço que nunca me sejam retiradas, senao fosse estas maos que obedecem-me apenas a mim...apenas a mim...aquece-me dizer isto, tenho algo só meu.... as minhas mãos... e com elas escolho fazer a minha vida. Quero que sejam estas mãos que transmitam através da escrita o que este corpo efémero vai viver. Quando morrer serei mais uma história de alguém que morreu com as suas mãos, que as repousem sobre o meu peito, e enterrem-me para nunca mais ver a luz, sou tão livre... graças as minhas mãos

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